Uma parte de mim é todo mundo, outra parte é ninguém, fundo sem fundo. Uma parte de mim é multidão, outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa e pondera, outra parte delira. Uma parte de mim almoça e janta, outra parte se espanta. Uma parte de mim é permanente, outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem, outra parte é só linguagem. Traduzir uma parte na outra parte_que é questão de vida ou morte_Será Arte?...(Ferreira Goulart)... Isso me traduz.
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Literatura:
Curto ler e escrever porém não são um hábito constante. Clarisse Lispector, Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes, Mario Quintana, Paulo Coelho, Confúcio, Jean Jaques Rousseau, Jean Paul Sartre, Friedrich Nietzsche, psicologia, parapsicologia, astrologia, esoterismo e afins.
Música:
"Sem a música a vida seria um erro".(Friedrich Nietzsche)
Audiovisual:
C.Q.C. ...PÂNICO NA TV...novelas,noticiários, documentários, filmes de comédia, ação, romance, suspense, ficção...
Culinária:
A trivial feita por mim, com amor e carinho...mas com ceteza trocarei este trivial por uma suculenta pizza gratinada. Subzero geladaaa...indispensável...
"De fato, as melhores e mais verdadeiras amizades são em geral aquelas formadas entre pessoas confiáveis e independentes que possuem força para sobreviver por si sós. Elas se assemelham a um bosque de bambus. Os Bambus crescem independentemente uns dos outros, elevando-se firmes e fortes, direto para o céu. À primeira vista, um não depende do outro nem se sustentam, mas, se observarem o solo, cada um desses bambus está ligado aos outros por uma rede de raízes. As pessoas são iguais. Cada um de nós tem força para ser independente e viver por si próprio, mas estamos ligados uns aos outros pelo coração. Assim é a amizade." Daisaku Ikeda
Tem hora de parar e tem hora de partir. Tem hora de permanecer quieto e calado num canto, e tem hora de cantar e de voar. Agora, agora não é hora de dobrar as asas, nem de calar a voz, nem de catar gravetos para fazer o ninho. Agora não é hora de sentir remorsos. Não é hora de buscar consolo, nem de caiar o túmulo. Agora que estou na beirada, bêbado de alegria e pronto para o salto, não me segure em nome de nada. Não queira impedir-me dizendo que é muito cedo, ou que é muito tarde, ou que está escuro, é perigoso, muito alto, muito fundo, muito longe... Não! Se você não puder incentivar-me para o salto; se você não puder empurrar-me em direção à Vida, então não me segure. Não me prenda, nem me amarre. Não envenene com teu medo a minha dança. Seja só uma silenciosa testemunha desta vertigem. Porque agora, agora é hora de voar. É hora de abrir-me a todas as possibilidades. E saltar num vôo livre e sem destino para dentro de mim mesmo.
Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal. Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Quem não se "normaliza" acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: Quem espera o que de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas? Eles não existem. Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" a través de modelos de comportamento amplamente divulgados. Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos. Melhor se preocupar em ser você mesmo. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fr aude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.
Martha Medeiros
*** a sensação q. tive lendo esse texto.. Eu sou Normal!.. parece estranho não é?.. mas é isso mesmo, sou o normal pq. me identifiquei plenamente com o texto.. mtas. vezes a gente passa parte da vida fugindo dos padrões da "normalidade".. buscando ser vc mesmo, ser autêntico. Talvez por nunca ter me enquadrado em nenhum padrão de beleza, comportamento.. por mais q. se evite ser enquadrado acabamos nos encaixado em algum " grupo"..a questão é :.. foi escolha sua?.. tem certeza? " O Normal de cd um tem q. ser Original"
.Sabemos que vamos morrer. .Somos livres para viver como desejamos. .Nossa solidão é intrínseca. .A vida não tem sentido.
Basicamente, isso. Nossas maiores angústias e dificuldades advêm da maneira como lidamos com nossa finitude, com nossa liberdade, com nossa solidão e com a gratuidade da vida. Sábio é aquele que, diante dessas quatro verdades, não se desespera. Realmente, não são questões fáceis. A consciência de que vamos morrer talvez seja a mais desestabilizadora, mas costumamos pensar nisso apenas quando há uma ameaça concreta: o diagnóstico de uma doença ou o avanço da idade. As outras perturbações são mais corriqueiras. Somos livres para escolher o que fazer de nossas vidas, e isso é amedrontador, pois coloca responsabilidade em nossas mãos. A solidão assusta, mas sabemos que há como conviver com ela: basta que a gente dê conteúdo à nossa existência, que tenhamos uma vontade incessante de aprender, de saber, de se autoconhecer. Quanto à gratuidade da vida, alguns resolvem com religião, outros com bom humor e humildade. O que estamos fazendo aqui? Estamos todos de passagem... Portanto, não aborreça os outros e nem a si próprio, trate de fazer o bem e de se divertir, que já é um grande projeto pessoal. Volto a destacar: bom humor e humildade são essenciais para ficarmos em paz. Os arrogantes são os que menos conseguem conviver com a finitude, a liberdade, com a solidão e com a falta de sentido da vida. Eles se julgam imortais, eles querem ditar as regras para os outros, eles recusam o silêncio e não vivem sem os aplausos e holofotes, dos quais são patéticos dependentes. A arrogância e a falta de humor conduzem muita gente a um sofrimento que poderia ser bastante minimizado: bastaria que eles tivessem mais tolerância diante das incertezas. Tudo é incerto, a começar pelo dia e a hora da nossa morte. Incerto é o nosso destino, pois, por mais que façamos escolhas, elas só se mostrarão acertadas ou desastrosas lá adiante, na hora do balanço final. Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só. Enfim, incerta é a vida e tudo o que ela comporta. Somos aprendizes, somos novatos, mas beneficiários de uma dádiva: nascemos. Tivemos a chance de existir. De se relacionar. De fazer tentativas. O sentido disso tudo? Fazer parte. Simplesmente fazer parte. Muitos têm uma dificuldade tremenda em aceitar essa transitoriedade. Por isso a psicoterapia é tão benéfica. Ela estende a mão e ajuda a domar nosso medo. Só convivendo com esses quatro fantasmas - finitude, liberdade, solidão e falta de sentido da vida - é que conseguiremos atravessar os dias de forma mais alegre e desassombrada.